quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

MENSALÃO

MENSALÃO. Extraído de: Procuradoria da República Minas Gerais - 19 de Dezembro de 2012 Ministério Publico Federal / MG instaurou Inquérito Civil Publico para apurar supostas irregularidades praticadas por instituições bancarias, bem como possíveis prejuízos causados aos aposentados e pensionistas devido à normatização elaborada pelo INSS, para concessão de empréstimos consignado em 07.01.2008 conforme representação ao MPF/MG datada de 08.09.2010. O ex Ministro da Previdência Social – MPS / INSS e atual Prefeito de São Bernardo dos Campos Luiz Marinho... De acordo com os últimos acontecimentos publicados no jornal Estadão oriundos do depoimento de Marcos Valério - MV, no qual afirma que o Sr Luiz Marinho, atuou como facilitador do banco BMG junto ao INSS / MPS, em 2003 o banco BMG foi o primeiro banco privado a atuar no empréstimo consignado do INSS, atuou em um período de mais ou menos seis meses sozinho, isso aponta que há indícios que ex Ministro da Previdência Social – MPS Sr Luiz Marinho, tenha de fato facilitado o banco BMG. Em sua gestão a frente do MPS tratou logo de implementar no Instituto Nacional da Previdência Social - INSS o Cartão de Crédito com desconto consignado em folha de pagamento do INSS em favor do banco BMG, mais uma vez dá para se perceber que o Sr Luiz Marinho beneficiou e facilitou ao banco BMG. Quem vocês acham que bancou a campanha milionária de Luiz Marinho a Prefeitura de São Bernardo dos Campos em São Paulo. Em 07.01.2008 o ex Ministro do MPS Luiz Marinho, através do Presidente do INSS sancionaram a Instrução Normativa IN 01 de 07 de janeiro de 2008, em 16.05.2008 através de outra Instrução Normativa regulamentaram a nova forma do empréstimo consignado com desconto em folha de pagamento, e em uma nova Instrução Normativa de 01.04.2009, determinaram que o empréstimo consignado com desconto em folha de pagamento do INSS retornasse ao mesmo molde da regulamentação anterior. Isso depois de causar um prejuízo aos aposentados e pensionistas por morte do INSS, na época em mais de 40 bilhões. Foi por nos enviado ao Ministério Publico Federal – Procuradoria da Republica em Minas Gerais, os documento solicitados, informações e provas. Em 2008 os aposentados e pensionistas por morte do INSS que fizeram refinanciamentos de seus empréstimos consignados – INSS e aderiram ao citado cartão de credito, tomaram inicialmente um prejuízo de mais ou menos de 40 bilhões de reais, agora imagina o valor que isso é hoje? O mensalão em relação ao INSS é um grãozinho de areia. São mais de 30 milhões de aposentados e pensionistas por morte enganados e ludibriados. Dia 07.01.2013 fará cinco anos, se for corrigido e atualizado o prejuízo, e os prejuízos dos novos refinanciamentos, este prejuízo pode chegar ao patamar de mais de 200 BILHÕES. Caso haja interesse em tomar conhecimento: Temos a representação do MPF com quinze páginas, documentos, informações e provas enviadas ao MPF/MG. Centenas de ações na justiça, Boletins de ocorrências da Policia militar, milhares de e-mails e centenas de documentos diversos. Extraído de: Procuradoria da República no Distrito Federal - 22 de Fevereiro de 2011 MPF/DF propõe ação de improbidade contra Lula e ex-ministro da Previdência A assinatura de correspondências enviadas a aposentados do INSS foi feita para promover as autoridades e favorecer o Banco BMG, argumenta o MPF/DF O Ministério Público Federal no DF (MPF/DF) entrou na Justiça contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-ministro da Previdência Social Amir Francisco Lando por improbidade administrativa. Eles são acusados de utilizar a máquina pública para realizar promoção pessoal e favorecer o Banco BMG, envolvido no esquema do mensalão. As irregularidades aconteceram entre outubro e dezembro de 2004. Segundo apurações do MPF/DF e do Tribunal de Contas da União, mais de 10,6 milhões de cartas de conteúdo propagandístico foram enviadas aos segurados do INSS com dinheiro público. As cartas informavam sobre a possibilidade de obtenção de empréstimos consignados com taxas de juros reduzidas. A manobra custou aos cofres públicos cerca de R$ 9,5 milhões, gastos com a impressão e a postagem das cartas. O MPF/DF defende que não havia interesse público no envio das informações e a assinatura das correspondências diretamente pelo então presidente da República e pelo ex-ministro da Previdência foi realizada para promover as autoridades. Outra irregularidade apontada foi o favorecimento do Banco BMG, única instituição particular apta a operar a nova modalidade de empréstimo naquela época. As investigações mostraram que a única novidade na época do envio das cartas era o convênio recém firmado entre o banco e o INSS, pois a lei que permitia aos segurados efetuarem empréstimos consignados foi sancionada dez meses antes. Outro fato que chamou atenção foi a rapidez no processo de convênio entre o BMG e o INSS: durou apenas duas semanas, quando o comum é cerca de dois meses. Para o MPF/DF, fica evidente o propósito propagandista da carta, a qual não tinha nenhum caráter educativo, informativo, ou de orientação social, como prevê a legislação. Diante do apurado, podemos concluir facilmente que a finalidade pretendida com o envio das correspondências era, primeiramente, promover as autoridades que assinavam a carta, enaltecendo seus efeitos e, conseqüentemente, realizando propaganda em evidente afronta ao art. 37, 1º da CF e, ao mesmo tempo, favorecer o Banco BMG, única instituição particular apta a operar a nova modalidade de empréstimo, defende o MPF/DF na ação. Para garantir a devolução dos valores gastos com o envio das correspondências aos cofres públicos, o MPF/DF pede, em liminar, o bloqueio de bens dos acusados. O processo está em fase de intimação dos réus. Irregularidades De acordo com investigação feita pelo MPF/DF e o Tribunal de Contas da União, o envio das cartas foi feito a pedido do então chefe de gabinete do ministro da Previdência Social. Entretanto, a emissão e impressão das correspondências, que ficou por conta da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev), não obedeceu os trâmites legais, já que não houve um contrato formal para o processo. Só depois de iniciada a produção das cartas é que a Dataprev encaminhou proposta de contrato ao INSS, especificando o número e custo das cartas encomendadas, no valor total de R$ 9,5 milhões, aproximadamente. A resposta da Previdência, no entanto, veio apenas quatro meses depois, quando mais de 11 milhões de cartas já haviam sido impressas e pelo menos 10,5 milhões enviadas aos segurados pelos Correios. O INSS não reconheceu a dívida e concordou em pagar apenas pela postagem das cartas já expedidas, cerca de R$ 7,6 milhões. Os custos de emissão e impressão cerca de R$ 1,9 milhão foram arcados pela Dataprev. Nos dois casos, nunca existiu qualquer instrumento legal autorizando os pagamentos. Após a constatação das irregularidades pelo TCU, as duas instituições decidiram interromper o processo de produção e expedição das cartas e, no ano seguinte, determinaram a destruição de mais de meio milhão de cartas. A investigação mostrou, ainda, que os custos de postagem das cartas também causaram prejuízo aos cofres públicos, uma vez que os valores pagos pelo INSS aos Correios foram mais altos do que os valores de mercado. A ação quer o ressarcimento aos cofres públicos de todos os valores gastos indevidamente. Se forem condenados pela Justiça, os acusados poderão, ainda, ter os direitos políticos suspensos; pagar multa; ficar proibidos de contratar ou receber benefícios do Poder Público; e perder a função pública ou aposentadoria, quando for o caso. O caso será decidido pela 13ª Vara da Justiça Federal no DF. Processo 7807-082011.4.01.3400. Consulte aqui a íntegra da ação civil pública. Assessoria de Comunicação Procuradoria da República no Distrito Federal (61) 3313-5460/5459 twitter.com/MPF_DF http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/val%C3%A9rio-acusa-luiz-marinho-de-beneficiar-bmg Atualizado: 11/12/2012 02:07 | Por estadao.com.br Valério acusa Luiz Marinho de beneficiar BMG O prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho, foi apontado por Marcos Valério como o intermediário para O prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho, foi apontado por Marcos Valério como o intermediário para a edição da medida provisória que beneficiou o banco BMG com a exclusividade da exploração de crédito consignado no início do governo Lula. A operação fez o lucro do banco crescer 205%, conforme o MP. O BMG, que nega ter sido beneficiado, foi um dos bancos que financiaram o esquema do mensalão com empréstimos considerados fraudulentos pelo STF. Valério afirma que Marinho negociou a medida provisória quando era presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em 2003. A medida provisória se destinava aos empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). E permitia que os trabalhadores pudessem autorizar o desconto em folha dos valores referentes ao pagamento de empréstimos bancários. Por 90 dias, o BMG pôde explorar com exclusividade o mercado de crédito consignado. Conforme o Ministério Público, o BMG concedeu 1,4 milhão de empréstimos consignados no montante de R$ 3 bilhões. Esses dados de 2005, ressaltou o MP, transformaram o banco em líder no mercado de crédito consignado. / F.R., F.M. e A.R. Atualizado: 11/12/2012 02:07 | Por estadao.com.br PT nega acordo para pagar defesa de Valério; advogado não comenta A assessoria de imprensa da direção nacional do PT disse nessa segunda-feira, 10, que o partido não pagou nenhum... A assessoria de imprensa da direção nacional do PT disse nessa segunda-feira, 10, que o partido não pagou nenhum honorário dos advogados do empresário Marcos Valério, na defesa durante o processo do mensalão. "O PT informa que o partido não pagou honorários aos advogados de Marcos Valério", disse o partido em nota. O criminalista Marcelo Leonardo não se manifestou sobre o depoimento nessa segunda. "Nada a declarar, vou esperar acabar esse julgamento (do mensalão)", disse. Marinho. Por nota, o prefeito reeleito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, negou ter beneficiado algum banco. "Como presidente da CUT, Luiz Marinho participou ativamente da instituição do empréstimo consignado no País", diz a nota. "Na época, preocupado com a elevada taxa de juros para empréstimos pessoais cobrada pelos bancos, o então presidente da CUT propôs ao presidente a criação de um instrumento que permitisse o desconto direto na folha de pagamento dos trabalhadores. Os bancos alegavam que a taxa era alta em razão do alto índice de inadimplência. O então presidente aprovou a proposta e pediu que Marinho a encaminhasse ao ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e assim surgiu o empréstimo consignado." A nota continua: "Quando a proposta virou lei, Marinho, como presidente da CUT, procurou diretamente um conjunto de bancos entre eles BMG, Santander, BB, Bradesco, entre outros, para garantir a implementação do empréstimo consignado com melhores taxas". Atualizado: 11/12/2012 02:10 | Por FELIPE RECONDO , ALANA RIZZO / BRASÍLIA, FAUSTO MACEDO , ENVIADO ESPECIAL / BRASÍLIA, estadao.com.br Depoimento detalha supostas ameaças Visto como um potencial homem-bomba pelo PT por saber como foi montado passo a passo o mensalão, Marcos Valério... Visto como um potencial homem-bomba pelo PT por saber como foi montado passo a passo o mensalão, Marcos Valério Fernandes de Souza disse ter sido ameaçado de morte por Paulo Okamotto, atual diretor do Instituto Lula e amigo do ex-presidente. Se abrisse a boca, morreria, disse o empresário no depoimento à Procuradoria-Geral da República. "Tem gente no PT que acha que a gente devia matar você", teria dito Okamotto a Valério, conforme as duas últimas das 13 páginas do depoimento prestado no dia 24 de setembro pelo operador do mensalão ao Ministério Público Federal. "Ou você se comporta, ou você morre", teria completado Okamotto. Valério disse à subprocuradora da República Cláudia Sampaio e à procuradora Raquel Branquinho que ele foi "literalmente ameaçado por Okamotto". Valério relatou que Okamotto o procurou pela primeira vez dias depois da entrevista concedida pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, em que o escândalo do mensalão era revelado. Okamotto disse que o procurava por ordem do ex-presidente Lula, conforme o relato feito por Valério. Os dois se encontraram primeiro na casa de Eliane Cedrola. De acordo com Valério, uma diretora da empresa de Okamotto. O emissário de Lula pedia que Valério permanecesse em silêncio e não contasse, portanto, o que sabia. Da segunda vez, o encontro ocorreu na Academia de Tênis em Brasília, onde Okamotto se hospedava, conforme Valério. Foi nessa segunda conversa, cuja data não é mencionada, em que as ameaças expressas teriam sido feitas. Okamotto afirmou que os dois precisavam se entender. Caso contrário, Valério sofreria as consequências. Nos vários depoimentos que prestou à Polícia Federal e ao Ministério Público ao longo da tramitação do processo do mensalão, Valério manteve segredo sobre essas ameaças e sobre os detalhes do esquema, inclusive o envolvimento de Lula, que só agora revelou. O operador do mensalão não menciona no depoimento, mas essa ameaça pode ter motivado a referência que Valério fez à possibilidade de ser incluído no programa de proteção às testemunhas no fax enviado ao Supremo em setembro, depois de ter feito as novas revelações ao Ministério Público. Sem proteção. Depois que o Estado revelou, no mês passado, o depoimento prestado por Valério, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou que o operador do mensalão não chegou a pedir proteção à sua vida. "A notícia que me foi transmitida foi de que não havia nada que justificasse uma providência imediata", disse Gurgel em novembro. "Agora, se ele viesse a fazer novas revelações, esse risco poderia se consubstanciar", acrescentou. Okamotto foi alvo da oposição durante as investigações do esquema do mensalão no Congresso Nacional. Na época, Okamotto presidia o Sebrae e entrou na lista de investigados por ter pago uma dívida de R$ 29.436,26 contraída por Lula em empréstimo feito junto ao PT. Passou a ser classificado como um tesoureiro informal do presidente. A oposição investigava se o dinheiro do fundo partidário do PT foi usado por Lula para pagar despesas pessoais. Okamotto disse que os empréstimos serviram para cobrir despesas feitas por Lula com viagens e diárias ao exterior em 2001. À CPI dos Bingos, em 2005, Okamotto não explicou por que assumiu a dívida de Lula.]] A CPI aprovou na época a quebra de sigilo de Okamotto. Mas uma liminar concedida pelo então presidente do Supremo, Nelson Jobim, impediu que dos dados bancários, fiscais e telefônicos de Okamotto fossem investigados. A CPI dos Bingos foi encerrada nove meses depois de concedida a limitar sem que as informações fossem avaliadas. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Instituto Lula no início da tarde de ontem. A assessoria do instituto, no entanto, informou que Lula e Okamotto não "quiseram comentar o depoimento". Posteriormente, a assessoria informou que Okamotto responderá às acusações "quando souber o teor do documento". Por enquanto, acrescentou a assessoria do instituto, Okamotto não se considera suficientemente informado para se pronunciar. PROVAS LIGAM GOVERNO LULA AO MENSALÃO Por meio do envio de mais de dez milhões de cartas aos aposentados do INSS, o ex Presidente da República favoreceu o banco BMG que, com 10 agências, faturou R$ 3 bilhões, superando, inclusive, a Caixa Econômica Federal. Esta é a representação protocolada pelo Procurador da República, Manoel Pastana, que pretende responsabilizar criminalmente Lula, comprovando sua ligação ao esquema do Mensalão. A providência tem por base o que foi apurado pelo Tribunal de Contas da União (TC nº 012.633/2005-8 e TC nº 014.276/2005-2) e pelo Inquérito Civil Público nº 1.16.000.001672/2004-59, da Procuradoria da República no Distrito Federal, que deu origem à ação de improbidade administrativa recentemente ajuizada contra o ex Presidente Lula. A representação foi entregue ao Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel. De acordo com as apurações, o ex Presidente da República enviou mais de dez milhões de cartas a aposentados do INSS, tendo como um dos objetivos favorecer o banco BMG. As cartas, com timbre da Presidência da República e assinatura de Lula, faziam propaganda de empréstimos consignados em folha de pagamento e favoreceram o banco BMG de tal forma que, mesmo contando com apenas 10 agências, o pequeno banco faturou mais de R$ 3 bilhões, superando a Caixa Econômica Federal que, com suas duas mil agências bancárias, era o único banco habilitado a operar os empréstimos consignados a aposentados, quando o BMG ingressou no mercado, favorecido por um decreto e as cartas de propaganda, ambos assinados pelo ex Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com fundamento no que foi apurado, a Procuradoria da República no DF ingressou com ação de improbidade administrativa contra Lula, cujo processo corre na 13ª Vara Federal, Seção Judiciária do Distrito Federal (processo nº 780708.2011.4.01.3400). O objetivo dessa ação é responsabilizar civil e administrativamente o ex Presidente. Na representação, Pastana ressalta que, de acordo com a ação penal do Mensalão, que tramita no STF (Ação Penal 470), o banco BMG faz parte do esquema criminoso, tendo sido beneficiado com empréstimos consignados a aposentados. Esse banco, segundo a denúncia em curso no STF, teria feito empréstimos fictícios ao PT. As provas, que já estão nas mãos do Procurador-Geral da República, mostram que, para favorecer o banco BMG, além do envio das mais de dez milhões de cartas assinadas por Lula, houve produção de atos normativos e atropelos a procedimentos administrativos, inclusive perseguição a servidores, como a exoneração da Coordenadora Geral de Benefícios do INSS, que se recusou a publicar o convênio que, em tempo recorde, habilitou junto ao INSS o referido banco, proporcionando-lhe faturar alto com os empréstimos a aposentados. Além disso, Pastana ressalta que o recente relatório da PF informa que o banco BMG fez empréstimos suspeitos não apenas ao PT, mas também a três empresas que teriam envolvimento no esquema do Mensalão. O Procurador-Geral pode aditar a denúncia para incluir Lula na ação penal do Mensalão, o que poderá atrasar o processo. Contudo, lembra que a medida fornecerá elementos probatórios para condenar todos os envolvidos, pois, de acordo com a representação, caso isso não seja feito, somente os “integrantes braçais da quadrilha do Mensalão serão condenados, excluindo-se José Dirceu e outros tidos como líderes do esquema criminoso. “Os fatos apurados, tanto pelo Tribunal de Contas da União (TCU) como pela Procuradoria da República no DF, são gravíssimos e, além da responsabilidade civil-administrativa, que ensejou a ação de improbidade administrativa, é necessário apurar a responsabilidade criminal do ex Presidente, pois há fortes indícios de crimes de ação penal pública incondicionada que obrigam o Procurador-Geral da República a agir”, acentuou Manoel Pastana. E acrescenta: “Embora Lula não seja mais Presidente da República, a atribuição é do Procurador-Geral da República (promotor natural do Presidente da República), porque os fatos estão diretamente ligados ao processo criminal do Mensalão, que está em curso no Supremo Tribunal Federal, onde só o Procurador-Geral da República pode atuar”. http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,valerio-acusa-luiz-marinho-de-beneficiar-bmg,972061,0.htm FELIPE RECONDO, FAUSTO MACEDO E ALANA RIZZO - Agência Estado O prefeito de São Bernardo do Campo (SP), Luiz Marinho, foi apontado por Marcos Valério como o intermediário para a edição da medida provisória que beneficiou o banco BMG com a exclusividade da exploração de crédito consignado no início do governo Lula. A operação fez o lucro do banco crescer 205%, conforme o MP. O BMG, que nega ter sido beneficiado, foi um dos bancos que financiaram o esquema do mensalão com empréstimos considerados fraudulentos pelo STF. Valério afirma que Marinho negociou a medida provisória quando era presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em 2003. A medida provisória se destinava aos empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). E permitia que os trabalhadores pudessem autorizar o desconto em folha dos valores referentes ao pagamento de empréstimos bancários. Por 90 dias, o BMG pôde explorar com exclusividade o mercado de crédito consignado. Conforme o Ministério Público, o BMG concedeu 1,4 milhão de empréstimos consignados no montante de R$ 3 bilhões. Esses dados de 2005, ressaltou o MP, transformaram o banco em líder no mercado de crédito consignado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo . http://www.lucioneto.com.br/2012/12/lula-esta-enrolado-ate-o-pescoco-com-o.html LULA ESTÁ ENROLADO ATÉ O PESCOÇO COM O MENSALÃO POSTADO POR LÚCIO NETOON 09:240 COMENTÁRIOS DEPOIMENTO DE VALÉRIO AO MP: Lula recebeu grana do mensalão e negociou empréstimos dos bancos ao PT; o então presidente e Palocci cuidaram pessoalmente do dinheiro ilegal recebido da Portugal Telecom; Okamotto o ameaçou de morte. Surgem na história Humberto Costa e Luiz Marinho. E há detalhes novos do caso Celso Daniel Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff traçavam o futuro da humanidade em Paris, depois de ela dar algumas lições a Angela Merkel de como crescer pouco culpando os outros, começavam a vir à luz no Brasil as revelações que Marcos Valério fez ao Ministério Público num depoimento de três horas prestado às procuradoras Cláudia Sampaio e Raquel Branquinho no dia 24 de setembro. A coisa vai esquentar, e os petistas sabem disso. Por isso o partido decidiu endurecer a sua retórica contra o Supremo, na esperança de intimidar o tribunal. Por isso também a escória da Internet que serve à causa, financiada por estatais, chega ao absurdo de incitar atos de violência contra os que considera desafetos. E quem são os desafetos? Os que acham que lugar de ladrão de dinheiro público é na cadeia. Eles estão nervosos. Temem que a arquitetura do crime desabe sobre suas cabeças. Do que se trata afinal? Comecemos por uma curta memória. A VEJA que chegava aos leitores na manhã do dia 15 de setembro, um sábado, trazia uma reportagem de capa com revelações que Marcos Valério andava fazendo a interlocutores seus. A questão mais importante:Lula não só sabia de tudo como era o chefe do mensalão. O post sobre a matéria da VEJA está aqui. Reproduzo (em azul) título e entretítulos para que tenhamos uma síntese do que lá ia: “REVELADOS SEGREDOS EXPLOSIVOS DE VALÉRIO, QUE TEME SER ASSASSINADO: 1) Mensalão movimentou R$ 350 milhões; 2) Lula, com Dirceu de braço direito, era o chefe; 3) presidente recebia pessoalmente doadores clandestinos; 4) publicitário se encontrou no Palácio com Dirceu e Lula várias vezes; 5) Delúbio, o tesoureiro, dormia com frequência no Alvorada” – “O CAIXA DO PT FOI DE R$ 350 MILHÕES”; – LULA ERA O CHEFE DO ESQUEMA, COM JOSÉ DIRCEU; – VALÉRIO SE ENCONTROU COM LULA NO PALÁCIO DO PLANALTO VÁRIAS VEZES; – PAULO OKAMOTTO, ESCALADO PARA SILENCIAR VALÉRIO, TERIA AGREDIDO FISICAMENTE A MULHER DO PUBLICITÁRIO; – O PT PROMETEU A VALÉRIO QUE RETARDARIA AO MÁXIMO O JULGAMENTO NO STF; – “O DELÚBIO DORMIA NO PALÁCIO DA ALVORADA”; – EMPRÉSTIMOS DO RURAL FORAM FEITOS COM AVAL DE LULA E DIRCEU De volta Muito bem! Os repórteres Felipe Recondo, Alana Rizzo e Fausto Macedo, do Estadão, tiveram acesso ao depoimento prestado por Marcos Valério ao Ministério Público. As coisas se complicam ainda mais para Lula e Paulo Okamotto e levam para o centro do imbróglio petistas graúdos como o ex-ministro Antônio Palocci e o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho. Também o caso Celso Daniel ganha detalhes novos. E volta à baila uma personagem conhecida do noticiário: Freud Godoy. Vamos lá. Síntese do que disse Valério ao Ministério Público 1- O esquema do mensalão pagou as despesas pessoais de Lula em 2003: 2- dinheiro foi depositado na conta de seu carregador de malas, Freud Godoy (aquele do escândalo do aloprados); 3- Lula participou pessoalmente das operações de “empréstimos” dos Bancos Rural e BMG; 4- os “empréstimos foram acertados dentro do Palácio do Planalto; 5- Valério diz que é o PT quem paga seus advogados (R$ 4 milhões); 6- Paulo Okamotto, que hoje preside o Instituto Lula, o ameaçou pessoalmente de morte; 7- Lula e Palocci negociaram com o então presidente da Portugal Telecom a transferência de recursos ilegais para o PT; 8- Luiz Marinho, agora prefeito de São Bernardo, foi quem negociou as facilidades para o BMG nos empréstimos consignados; 9- o pecuarista José Carlos Bumlai arrumou dinheiro para pagar o empresário Ronan Maria Pinto, que chantageava Lula no caso Celso Daniel; 10 – o senador Humberto Costa também recebeu dinheiro do esquema. Pois é… Se Valério estiver falando a verdade – e bastariam algumas verdades –, o diabo é bem mais feio do que se pinta no Supremo, como todo mundo já andava desconfiado. Seguem mais detalhes de seu depoimento. Os verbos não aparecem no modo da incerteza, mas é preciso que se deixe claro que essas são as acusações feitas por Valério. Precisam ser investigadas. Dinheiro para Lula na conta de Freud Segundo Valério, foram feitos dois repasses a Lula em 2003 para cuidar de suas despesas pessoais – pessoais mesmo, sabem?, “a nível de Lula”, sem qualquer ligação com a política. Um deles foi no valor de R$ 100 mil. A grana era depositada na conta de Freud Godoy, que ocupou papel de destaque no escândalo dos aloprados. A CPI dos Correios encontrou, com efeito, uma transferência de R$ 98.500 de uma das agências de Valério para o Freud do Lula… Banco Rural, empréstimos e reuniões no Palácio. Com Lula! As reuniões que decidiram os falsos empréstimos do Rural para o PT foram feitas dentro do Palácio do Planalto, com as presenças de José Dirceu (olhem ele aí, como sempre) e Delúbio Soares. Aconteceram, segundo o publicitário, numa sala grande, onde se faziam reuniões e, às vezes, algumas refeições. Tudo acordado, o grupo foi até Lula. Informado do combinado, o Apedeuta-chefe disse “ok”. Houve mais de um encontro. Numa primeira etapa, houve autorização para R$ 10 milhões; numa segunda, outros R$ 12 milhões. Dirceu disse, então, a Valério que Delúbio, quando negociava, o fazia em nome dele, Dirceu, e de Lula. Advogado Valério diz que é o PT que paga seus advogados. Esse depoimento, não custa lembrar, foi acompanhado por um deles, Marcelo Leonardo, que o defendeu no processo do mensalão no Supremo. Leonardo assina a transcrição escrita da fala de Valério. O partido já teria desembolsado até agora R$ 4 milhões nessa operação. Ameaça de morte VEJA já havia revelado que o interlocutor de Lula junto a Valério era Paulo Okamotto, aquele que, certa feita, afirmou ter pagado do próprio bolso um suposto empréstimo feito pelo chefe. É uma alma generosa. Okamotto é hoje presidente do Instituto Lula. Segundo Valério, o petista lhe disse essas duas frases sem ambiguidades: “Tem gente no PT que acha que a gente deveria matar você” e “Você se comporta ou morre”. Uma das reuniões em que se tratou desse assunto teria sido feita na casa de uma mulher chamada Adriana Cedrola, diretora de uma empresa de Okamotto. Lula, Palocci e a Portugal Telecom Lembram-se daquela ida de Marcos Valério a Portugal? Pois é… Já se sabe que foi àquele país em busca de dinheiro para alimentar o esquema. Segundo Valério, Lula negociou pessoalmente a dinheirama ilegal com Miguel Horta, então presidente da Portugal Telecom. O ex-presidente e o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, combinaram que uma fornecedora da Portugal Telecom de Macau enviaria os recursos. Eles chegaram ao PT por intermédio de outras agências de publicidade. A essa altura, pode ter muito publicitário nervoso por aí, além de Valério. Luiz Marinho e o BMG Luiz Marinho, então chefão da CUT, intermediou as facilidades criadas para o banco BMG na concessão de empréstimos consignados. Durante 90 dias, foi o único banco privado a operar na modalidade. Em pouco tempo, o banco fez 1,4 milhão de operações, no valor total de R$ 3 bilhões. Virou líder nessa modalidade e teve a carteira comprada, depois, pela Caixa Econômica Federal. Segundo o STF, também seus empréstimos ao partido eram fraudulentos. O caso está da Justiça Federal de Minas, e Lula ainda pode ser convocado a depor. Se há lambança que traz ato de ofício assinadinho, é essa! O caso Celso Daniel Valério afirma que o empresário Ronan Maria Pinto cobrava R$ 6 milhões para não implicar Lula e Gilberto Carvalho no caso do assassinato do prefeito Celso Daniel. Numa primeira reunião com Silvio Pereira, o publicitário disse que não se meteria no assunto. Mesmo assim, fez-se uma segunda, no hotel Pullman, com as presenças de Valério, Ronan, Pereira e Breno Altman. Não prosperou. Quem acabou conseguindo o dinheiro foi o pecuarista José Carlos Bumlai, único brasileiro que podia entrar no Palácio quando quisesse e na hora que quisesse. Bumlai teria acertado um empréstimo com o banco Schahin. Humberto Costa Valério diz que o esquema transferiu R$ 512.337,00 para a conta da campanha de Humberto Costa ao governo de Pernambuco, em 2002. O dinheiro foi repassado para tesoureira de Costa, Eristela Feitoza, que coordenou a campanha do petista também neste ano. Concluindo Pois é… Está tudo lá com o Ministério Público. Okamotto não quis comentar. Os demais negam envolvimento por meio de seus advogados ou diretamente. A questão agora é apurar e cobrar mais detalhes. É evidente que é o caso de considerar a hipótese de incluir Valério no programa de proteção a testemunhas desde que apresente informações consistentes. Ao país, ele vale muito mais vivo do que morto. Mas há certamente os que o prefeririam morto. E esses, por óbvio, não pensam no país. Tentam promover uma guerra suja de propaganda para livrar a própria pele.